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GPT-6 Astra: OpenAI lança seu modelo mais capaz e declara a “era da AGI”

⚡ Resumo rápido:

  • A OpenAI lançou em 3 de setembro de 2026 o GPT-6 Astra, que chama de seu modelo mais capaz — e o presidente Greg Brockman fechou o anúncio com “bem-vindo à era da AGI”.
  • Ficha técnica: 1.050.000 tokens de contexto, corte de conhecimento em 30/04/2026, entrada de texto e imagem, cinco níveis de esforço de raciocínio (até max).
  • Treinado no maior run da história da empresa: mais de 100 mil GPUs no Stargate, no Texas.
  • Chega primeiro a um grupo restrito de empresas e, “nos próximos dias”, a Plus, Pro, Business e Enterprise, à API e à AWS. O plano gratuito ficou de fora.
  • É o primeiro modelo classificado como “crítico” em cibersegurança pela própria OpenAI — e foi liberado assim mesmo, com trava.

Depois de um anúncio atrapalhado — reportagens de CNBC, Reuters e The Verge saíram antes de a página oficial ficar no ar —, a OpenAI publicou na quinta-feira o texto “GPT-6 Astra: a new generation of intelligence”. É a primeira troca de número inteiro desde o GPT-5, e a empresa não economizou no enquadramento: o modelo é apresentado como estado da arte em uso de computador, navegação, engenharia de software, cibersegurança, ciência e trabalho profissional. Greg Brockman, presidente da OpenAI, foi além do release: “para mim, pessoalmente, eu acho que a gente chegou lá”, disse, antes de encerrar a apresentação com “welcome to the AGI era”.

A ficha técnica do GPT-6 Astra

Item GPT-6 Astra
Janela de contexto 1.050.000 tokens (máx. 922.000 de entrada)
Saída máxima 128.000 tokens
Corte de conhecimento 30 de abril de 2026
Entradas Texto e imagem (saída só em texto)
Esforço de raciocínio low, medium, high, xhigh e max
Preço na API US$ 10 por milhão de tokens de entrada / US$ 50 de saída
Cache US$ 1 (leitura) e US$ 12,50 (escrita) por milhão
Treinamento Mais de 100 mil GPUs no Stargate (Texas)
Classificação de risco Crítico em cibersegurança; alto em biológico/químico

Vale o detalhe fino: passar de 272 mil tokens numa única requisição dobra o preço da entrada e multiplica o da saída por 1,5. E o modelo roda nos endpoints Chat Completions e Responses — Realtime, áudio, embeddings e fine-tuning ficaram de fora.

O que a OpenAI diz que mudou

  • Uso de computador. É o eixo do lançamento. O modelo preenche formulários, navega entre abas e opera planilhas; no OSWorld 2.0 marcou 72,6% contra 65,7% do GPT-5.6 Sol, gastando 47% menos tempo por tarefa.
  • Trabalho profissional. Documentos, apresentações e planilhas “de entregar”, seguindo template e estilo de escrita — e perguntas de esclarecimento só quando a resposta muda o resultado.
  • Programação. No Codex, o modelo passa a manter notas pesquisáveis quando a janela de contexto enche, em vez de resumir tudo e perder detalhe de depuração.
  • Ciência. A OpenAI diz que o Astra ajudou a melhorar um termo em um limite sobre lacunas entre números primos que estava parado havia mais de 80 anos.
  • Cibersegurança. 100% no ExploitBench (contra 78,5% do modelo anterior) — e uma trava: a versão pública recusa criar prova de conceito de exploit.

Quem consegue usar (e quando)

A liberação é escalonada. Começou por organizações do programa Daybreak/Trusted Access e segue, “nos próximos dias”, para assinantes Plus, Pro, Business e Enterprise, além da API, do Amazon Bedrock e do Azure. Contas Pro, Business e Enterprise recebem também o GPT-6 Astra Pro. Em contas corporativas o modelo vem desligado por padrão — o administrador precisa habilitar.

No plano gratuito, nada: a documentação da OpenAI lista apenas planos pagos, e o tier gratuito da API aparece como não suportado. Para quem está no Free ou no Go, o padrão continua sendo o GPT-5.6 Luna.

O contrapeso

O anúncio veio com dois incômodos que a própria empresa registrou. O primeiro é de segurança: o Astra é o primeiro modelo que a OpenAI classifica como crítico em capacidade cibernética — ele encontra falhas desconhecidas e escreve o exploit — e mesmo assim foi implantado, com salvaguardas. O segundo é de supervisão: parte do raciocínio do modelo não sai em linguagem natural, o que reduz a chance de auditar o que ele está fazendo. O system card admite uma “queda substancial na monitorabilidade da cadeia de raciocínio” em relação ao antecessor.

E a etiqueta de AGI é contestada até por quem fornece os números: a ARC Prize, dona do benchmark que rendeu a manchete de 99,9%, publicou 62,7% no mesmo modelo com o harness padrão e afirmou que não está dizendo que isso é AGI.

Perguntas rápidas

O GPT-6 Astra já está disponível no Brasil?

A distribuição é global e por conta, não por país: assinantes brasileiros de planos pagos entram na fila geral, mas o modelo pode não aparecer no seletor de imediato.

Ele substitui o GPT-5.6?

Não de cara. O GPT-5.6 Luna segue como padrão dos planos gratuitos e o Sol continua disponível; o Astra entra como opção mais cara e mais capaz nos planos pagos.

Vale a pena o preço na API?

Depende do uso. O token ficou 2,5x mais caro que o do GPT-5.6 Sol, mas o modelo gasta menos tokens por tarefa — em codificação, a OpenAI fala em custo por tarefa cerca de 57% menor. Para texto simples, o Sol continua mais barato.

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