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Nano Banana 2.1: o que mudou em outubro, como usar e quanto custa

⚡ Resumo rápido:

  • Desde 6/10, o Nano Banana 2.1 está no app Gemini, no Modo IA da Busca e na API. Em 9/10, o Gemini grátis passou ao modo Automático, focado no modelo mais leve.
  • Novidades: edição por máscara (só a área marcada muda), até 14 imagens de referência e texto mais legível.
  • Na API, a imagem 1K caiu de US$ 0,067 para US$ 0,0336, mas a 4K baixou só 25% e a entrada triplicou.
  • Planos no Brasil: AI Plus R$ 24,99, AI Pro R$ 96,99 e Ultra a partir de R$ 779,90 por mês.
  • A marca d’água visível é opcional desde agosto; o SynthID invisível fica em toda imagem.

Quem já pediu a uma IA para trocar só a cor do sofá numa foto e recebeu outra sala inteira conhece o problema que o Google diz ter atacado no Nano Banana 2.1. Lançado em 6 de outubro, é o terceiro modelo de imagem do Gemini em 2026. Quase quatro semanas depois, já roda no app e na Busca, mas o plano grátis mudou no mesmo mês.

O que o Nano Banana 2.1 muda na prática

Num post no X, o Google disse que a versão “supera nossos modelos anteriores em todos os aspectos”. Ela é baseada no Gemini 3.6 Flash, segundo o cartão técnico do Google DeepMind, e traz:

  • Edição por máscara: você marca uma região e só ela muda.
  • Consistência: até 14 imagens de referência, com até 4 personagens e 10 objetos reconhecíveis.
  • Texto e formatos: letras mais precisas e imagens panorâmicas sem as emendas de antes, em até 4K.

Em testes de preferência do próprio Google, a edição por máscara marcou 1.049 pontos no placar Elo, contra 965 do Nano Banana 2 e 927 do Pro. O documento admite limites: texto pequeno sai borrado em 1K e, na máscara, a IA pode seguir só parte do pedido e deixar restos do rabisco.

Fora do Google, o TechRadar achou o resultado “surpreendentemente próximo” do gerador da OpenAI; o site The Decoder ainda vê o Nano Banana Pro à frente.

Como usar a edição por máscara no Gemini, passo a passo

Editar imagens exige ter 18 anos; gerar, 13.

  1. Abra o app do Gemini ou gemini.google.com.
  2. Anexe a foto. Para mexer numa imagem já criada, abra a Biblioteca, clique nela e escolha Conversa.
  3. Toque na miniatura anexada para abrir o editor de marcação (“Mark up”, em inglês) e pinte só a área que vai mudar.
  4. Descreva a mudança e o que fica igual: “troque o sofá marcado por um verde e mantenha o resto”.
  5. Se sobrar traço do desenho, peça para apagar as marcas.
  6. Baixe no tamanho original: 1K sem plano, 2K com plano pago.

Na Busca, o Google indica o Modo IA: no app do Google, toque no ícone de banana abaixo da caixa de pesquisa. Funciona em português desde novembro de 2025.

Grátis ou pago: o que cada plano do Gemini libera

Não há número fixo de imagens por dia. Desde maio, o Gemini mede o consumo de computação, com cota renovada a cada cinco horas até um teto semanal; imagens gastam mais. O AI Plus tem o dobro do limite grátis; o AI Pro, quatro vezes; o Ultra, de 5 a 20 vezes o do Pro. Planos pagos baixam em 2K e liberam o “Refazer com o Pro”, com o Nano Banana Pro.

Atenção ao plano grátis. Desde 9/10, quem não paga só tem o modo Automático, que manda a maioria dos pedidos ao Flash-Lite. A Central de Ajuda, que ainda não cita a 2.1, diz que no Flash-Lite as imagens saem do Nano Banana 2 Lite, versão que “não foi criada para várias referências de imagens ou edições”. O Google não informou qual versão cada plano recebe.

Linha do tempo: o Nano Banana em 2026

Data O que aconteceu
26/02/2026 Nano Banana 2 (Gemini 3.1 Flash Image) substitui o Nano Banana Pro nos modelos do app Gemini e chega ao Modo IA, ao Lens, ao Flow e ao Google Ads
17/05/2026 Gemini adota limites por consumo de computação, renovados a cada 5 horas até um teto semanal
28/05/2026 Nano Banana 2 e Nano Banana Pro ganham versões estáveis na API
30/06/2026 Nano Banana 2 Lite, o mais rápido e barato da família (US$ 0,034 por imagem 1K), chega à API, ao app Gemini e ao Modo IA
30 e 31/07/2026 Google Earth ganha geração de imagens com o Nano Banana 2; o recurso sai do ar no dia seguinte
14/08/2026 Marca d’água visível vira opcional no Gemini e no Flow; SynthID e C2PA continuam
06/10/2026 Nano Banana 2.1 (Gemini 3.6 Flash), com edição por máscara e imagem 1K a US$ 0,0336 na API
07/10/2026 SynthID Detector é liberado para qualquer pessoa
09/10/2026 Gemini grátis passa ao modo Automático, com a maioria dos pedidos no Flash-Lite
13/11/2026 Data prevista para o AI Plus perder os modelos Pro

Marca d’água, SynthID e uso comercial

Desde 14/08, a estrela visível no canto das imagens é opcional. A opção não vale onde a lei exige o selo, mas funciona no Brasil, segundo teste do Canaltech.

“Embora as marcas d’água visíveis agora sejam opcionais, as marcas d’água invisíveis SynthID e os metadados C2PA continuam sendo usados para transparência.”

— Josh Woodward, vice-presidente do Gemini, no X (via TechCrunch)

Para checar uma imagem, pergunte ao Gemini ou use o SynthID Detector, aberto a todos desde 7/10 (grátis e, por ora, só em inglês).

O cuidado tem motivo: em 30/07, o Nano Banana 2 chegou ao Google Earth e, em menos de um dia, circularam imagens falsas de campos de refugiados e de enchentes. O Google tirou o recurso do ar, e não encontramos registro de que tenha voltado.

Para uso comercial, os Termos de Serviço dizem que o Google “não vai reivindicar a propriedade” do que você gerar.

Quanto custa o Nano Banana 2.1 na API

Preço padrão por imagem gerada, pela tabela oficial atualizada em 30/10:

Modelo Imagem 1K Imagem 2K Imagem 4K Entrada (por milhão de tokens)
Nano Banana 2.1 US$ 0,0336 US$ 0,0504 US$ 0,113 US$ 1,50
Nano Banana 2 US$ 0,067 US$ 0,101 US$ 0,151 US$ 0,50
Nano Banana 2 Lite US$ 0,0336 — — US$ 0,25
Nano Banana Pro US$ 0,134 US$ 0,134 US$ 0,24 US$ 2,00

O token de imagem caiu pela metade, de US$ 60 para US$ 30 por milhão. Mas a 4K do 2.1 consome mais tokens (3.780, contra 2.520) e fica só 25% mais barata. O modo em lote corta os preços pela metade. O The Decoder publicou US$ 0,0756 para a 4K e o fim do modelo antigo em 29/10; a documentação oficial diz US$ 0,113 e não marca data.

E no Brasil?

O Gemini e o Modo IA funcionam em português, e o Google não detalhou restrições por país. Os planos são cobrados em reais: AI Plus R$ 24,99, AI Pro R$ 96,99 e Ultra R$ 779,90 ou R$ 999,90. Universitários de 18 a 24 anos podem resgatar 12 meses de AI Plus sem custo até 31/12.

Na API, a cobrança é em dólar. Com o PTAX de 30/10 (R$ 5,4212) e IOF de 3,5%, a imagem 1K do 2.1 sai por cerca de R$ 0,19 (R$ 0,38 no Nano Banana 2); mil imagens custam R$ 188,53.

Em uso comercial, foto com rosto de cliente ou funcionário é dado pessoal: a LGPD exige base legal, como o consentimento.

Perguntas rápidas

O Nano Banana 2.1 é grátis?

No app, gerar e editar é grátis dentro do limite padrão, mas o Google não diz qual versão o plano gratuito usa. Na API, não há cota grátis.

Como tirar a marca d’água do Gemini?

Em Configurações, abra “Marca d’água de mídia” e escolha Desativada. Sai só a estrela; o SynthID continua no arquivo.

Posso vender imagens feitas com o Nano Banana?

O Google não reivindica a propriedade do que você gera, mas a responsabilidade por marcas, obras e rostos de terceiros é sua.

Travou na hora de descrever a imagem que quer criar? O chat com GPT grátis responde em português direto no navegador, sem cartão.

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